A estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 alcançou 342,7 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE. O volume representa queda de 1,0% em relação a 2025, quando a produção foi de 346,1 milhões de toneladas, redução de 3,4 milhões de toneladas.
Ao comentar os números, o gerente do LSPA, Carlos Barradas, destacou que a nova projeção coloca a safra perto de alcançar o recorde do ano passado. "A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2026 está aproximando-se do recorde da safra de 2025, estando turbinada pela produção da soja, que é recorde da série histórica do IBGE. Até o momento, as condições climáticas estão beneficiando as lavouras da primeira safra", afirmou.
Na comparação com a última previsão, feita em dezembro, a safra de 2026 está 0,8% maior, o que equivale a 2,8 milhões de toneladas a mais.
Segundo Barradas, a produção de soja deve atingir novo recorde na série histórica, com 172,5 milhões de toneladas em 2026. O volume é 1,3% superior ao terceiro prognóstico e 3,9% maior que o obtido em 2025. A estimativa indica aumento de 3,4% no rendimento médio anual, alcançando 3.598 kg por hectare, o equivalente a 60 sacas por hectare.
A área cultivada com soja deve chegar a 48,0 milhões de hectares, crescimento de 0,5% no ano, o que representa acréscimo de 222,6 mil hectares. Segundo o IBGE, a oleaginosa deve responder por mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2026.
Entre os principais estados produtores, Mato Grosso estima produção de 48,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em relação ao terceiro prognóstico e recuo de 3,3% frente ao volume colhido em 2025. Goiás deve alcançar 19,1 milhões de toneladas, alta de 2,3% ante o prognóstico anterior e queda de 5,8% na comparação anual, com aumento de 0,5% na área plantada e recuo de 6,3% no rendimento médio.
Mato Grosso do Sul projeta produção de 15 milhões de toneladas, alta de 14% frente a 2025. O Paraná deve colher 22,2 milhões de toneladas, com crescimento de 0,3% em relação ao terceiro prognóstico e de 3,9% na comparação anual. O Rio Grande do Sul estima produção de 21,2 milhões de toneladas, avanço de 55,4% em relação ao ano anterior, com aumento de 57,5% no rendimento médio e redução de 1,4% na área plantada.
Arroz, milho e soja concentram 92,9% da estimativa total de produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em relação a 2025, a soja apresentou aumento de 3,9%, com estimativa de 172,5 milhões de toneladas, seguida pelo feijão, com alta de 0,9%. Houve recuos no algodão herbáceo em caroço (-11%), no arroz em casca (-7,9%), no milho (-5,6%), no sorgo (-13,9%) e no trigo (-1%).
Na área a ser colhida, a soja registra aumento de 0,5%. O milho apresenta crescimento de 2,2%, com alta de 9,3% no milho da primeira safra e de 0,5% no milho da segunda safra. O trigo tem elevação de 0,9%. Por outro lado, a área do algodão herbáceo recua 6,2%, a do arroz 5,9%, a do feijão 1,4% e a do sorgo 2,9%.
A região Centro-Oeste lidera a produção nacional, com 167,5 milhões de toneladas, o que representa 48,9% do total estimado. Em seguida aparecem Sul, com 95,3 milhões de toneladas (27,8%); Sudeste, com 30,2 milhões de toneladas (8,8%); Nordeste, com 28,2 milhões de toneladas (8,2%); e Norte, com 21,5 milhões de toneladas (6,3%).
Na comparação anual, a produção apresenta crescimento no Sul (10,4%) e no Nordeste (1,8%). Há recuo no Centro-Oeste (-6,2%), Sudeste (-2,9%) e Norte (-3,7%). Em relação ao mês anterior, houve aumento na Região Sul (0,2%), Norte (0,5%) e Centro-Oeste (1,6%), estabilidade no Sudeste (-0,0%) e queda no Nordeste (-0,4%).
Entre os estados, Mato Grosso permanece como maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,3%. Paraná aparece em seguida, com 13,9%, seguido por Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,4%). Juntos, esses seis estados concentram 79,6% da produção estimada para 2026.
Perspectivas favoráveis
Para César Bergo, economista, professor de Mercado Financeiro da UnB e conselheiro de Economia do DF, as perspectivas para a safra de 2026 permanecem favoráveis, mesmo com leve recuo em relação ao ano anterior.
"As previsões para a safra em 2026 são tão positivas quanto 2025. Deve ser um pouco menor no geral, mas não há dúvida de que o Brasil vai continuar sendo o maior produtor de grãos do planeta e o maior exportador", afirmou. Segundo ele, o cenário internacional contribui para o desempenho do setor. "Favorece essa situação a questão tarifária imposta pelos Estados Unidos, além do aumento de demanda por parte dos chineses", disse.
O economista também citou a possibilidade de avanço nas exportações com a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Fonte: correiobraziliense
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